Os celulares dobráveis consolidaram-se como uma categoria que combina mobilidade com telas amplas, oferecendo ao consumidor brasileiro uma experiência de uso que alterna entre smartphone compacto e minitablet. Em janeiro de 2026, pelo menos sete modelos chamam atenção em lojas on-line como Amazon e Mercado Livre, com valores que vão de R$ 3.443 a R$ 19.999. A seleção inclui aparelhos no formato Flip, que dobram na vertical, e equipamentos Fold, cuja abertura lateral lembra um livro. A seguir, veja como cada opção se posiciona em termos de tela, desempenho, câmeras, bateria e preço.
Flip e Fold: o que diferencia os dois formatos
No design Flip, o corpo se fecha ao meio no sentido vertical, reduzindo a altura do aparelho e cabendo facilmente em bolsos menores. Esse tipo de construção costuma privilegiar a portabilidade, mantendo processadores potentes e telas internas que variam de 6,7 a 6,9 polegadas. Já o formato Fold utiliza uma dobradiça lateral; quando fechado, funciona como um smartphone tradicional, e, ao ser aberto, entrega um visor com área próxima à de um tablet, superando 7 polegadas em vários casos. Essa proposta favorece produtividade, jogos e consumo de mídia.
Panorama de mercado em 2026
Com alternativas que partem de pouco mais de R$ 3,4 mil e ultrapassam R$ 19 mil, o segmento oferece variedade suficiente para perfis distintos de usuário. Todos os preços citados foram verificados em janeiro de 2026 e estão sujeitos a alteração conforme promoções ou disponibilidade de estoque. Os dados de ficha técnica, classificação média e principais elogios ou críticas baseiam-se nas informações publicadas pelos varejistas e nas avaliações deixadas pelos compradores.
Motorola Razr 50 Ultra – 512 GB
Primeiro da lista, o Razr 50 Ultra inicia a faixa de preços em R$ 3.443. O modelo utiliza duas telas: interna de 6,9 polegadas com taxa de 165 Hz e externa de 4 polegadas protegida por Corning Gorilla Glass. No interior, trabalha o processador Snapdragon 8s Gen 3, aliado a 12 GB de RAM. O conjunto de câmeras traseiras apresenta dois sensores de 50 MP (principal e teleobjetiva), enquanto a lente frontal soma 32 MP. A bateria de 4.000 mAh é o ponto que recebe mais críticas, sendo citada pelos usuários como insuficiente para um dia inteiro de uso intenso. Em contrapartida, som, imagem e fluidez ganham notas positivas, rendendo média de 4,2 estrelas em cinco.
Motorola Razr 60 – 256 GB
Com valor aproximado de R$ 3.599, o Razr 60 mantém o conceito Flip, mas adiciona tela interna LTPO AMOLED de 6,9 polegadas, resolução Full HD+ e taxa de 120 Hz. O painel externo mede 3,6 polegadas, conta com tecnologia pOLED e atualização de 90 Hz. O aparelho equipa o chipset MediaTek Dimensity 7400X (2,6 GHz) e oferece 12 GB de RAM. Na fotografia, há sensor principal de 50 MP, ultrawide de 13 MP e câmera frontal de 32 MP. Funções rápidas, acionadas por toque ou movimento, dispensam a abertura do aparelho para tarefas simples. Avaliado em 4,8 estrelas, o dispositivo é elogiado pela qualidade fotográfica e pelas telas; porém, usuários mencionam bateria de 4.500 mAh aquém do ideal e presença de aplicativos pré-instalados em excesso.
Samsung Galaxy Z Flip 7 FE – 128 GB
Posicionado em torno de R$ 3.998, o Galaxy Z Flip 7 FE traz painel interno de 6,7 polegadas e visor externo de 3,4 polegadas, ambos com 120 Hz de atualização e proteção Gorilla Glass Victus 2. O processador Exynos 2400 (3,2 GHz) trabalha com 8 GB de RAM, enquanto a bateria mantém 4.000 mAh. O conjunto de câmeras traseiras combina 50 MP (principal) e 12 MP (ultrawide); na parte frontal, o sensor é de 10 MP. A linha FE preserva construção premium com preço mais contido. Segundo avaliações, o modelo soma nota média de 4,7 estrelas, destacando as câmeras e o design. A autonomia limitada segue como principal ressalva.
Samsung Galaxy Z Fold 6 – 512 GB
Primeiro Fold do levantamento, o Z Fold 6 aparece por R$ 5.849, suportando tela interna de 7,6 polegadas em resolução QXGA+ (2.160 × 1.856). O Snapdragon 8 Gen 3 de 3,36 GHz e 12 GB de RAM oferecem base para jogos de alta demanda, potencializada pela compatibilidade com a S Pen. Na fotografia, o conjunto traseiro reúne 50 MP (principal), 12 MP (ultrawide) e 10 MP (telefoto), enquanto as lentes internas possuem 10 MP e 4 MP. Mesmo com bateria de 4.400 mAh, usuários relatam autonomia abaixo do esperado. Fluidez de navegação, qualidade da imagem e experiência multimídia recebem menções positivas em uma média de 4,7 estrelas.
Motorola Razr 60 Ultra – 1 TB
Vencedor de premiação popular de melhor smartphone topo de linha, o Razr 60 Ultra eleva o armazenamento a 1 TB e sobe o preço para R$ 7.199. O dispositivo adota tela principal pOLED de 7 polegadas (2.992 × 1.224) e visor externo de 4 polegadas (1.272 × 1.080). No hardware, destaca-se o Snapdragon 8 Elite Octa-Core de 4,3 GHz, aliado a 16 GB de RAM. Câmeras de 50 MP equipam tanto a traseira quanto a parte frontal, e a bateria sobe para 4.700 mAh. Pontos fortes mencionados nos comentários incluem fotografia, áudio e fluidez. Em contrapartida, a sensibilidade do toque gera comandos acidentais e há relato de baixa oferta de capas protetoras. A média de avaliação fica em 4,6 estrelas.
Huawei Mate X6 – 512 GB
Na faixa dos R$ 10.100, o Mate X6 oferece visor principal de 7,93 polegadas (2.240 × 2.440) ao ser aberto e tela externa de 6,45 polegadas (2.440 × 1.080) quando fechado, ambas OLED de 120 Hz. O painel conta com vidro Kunlun de segunda geração, voltado a maior resistência. A ficha técnica inclui o processador Kirin 9020 (2,5 GHz, oito núcleos) e 12 GB de RAM. O módulo traseiro combina 50 MP (principal), 40 MP (ultrawide) e 48 MP (periscópica), com gravações em 4K; já a câmera frontal traz 8 MP. A bateria de 5.110 mAh destaca-se entre os dobráveis pesquisados. Apesar dos elogios ao acabamento e à imersão visual, a ausência dos serviços de segurança do Google compromete o funcionamento pleno de alguns aplicativos, fator recorrente entre as críticas. A nota média registrada é de 4,7 estrelas.
Honor Magic V3 – 512 GB
Fechando a lista, o Magic V3 desponta como o modelo mais caro, alcançando R$ 19.999. A fabricante adota espessura de 4,4 mm quando o aparelho está aberto, característica que o coloca entre os dobráveis mais finos do mundo. O display interno soma 7,92 polegadas (2.344 × 2.156), e o visor externo tem 6,43 polegadas (2.376 × 1.060), ambos com 120 Hz. O processador Snapdragon 8 Gen 3 de 3,3 GHz trabalha com 12 GB de RAM e conta com suporte a carregamento rápido, inclusive sem fio. Três câmeras traseiras compõem o módulo principal: 50 MP (wide), 40 MP (ultrawide) e 50 MP (telefoto). Na parte frontal, duas lentes de 20 MP cada atuam em conjunto. A robustez estrutural, a fluidez de navegação e a qualidade de imagem rendem 4,7 estrelas de média; algumas avaliações apontam ligeira lentidão na transição entre telas como ponto a evoluir.
Considerações práticas antes da compra
A análise de especificações confirma que a categoria dobrável já cobre cenários diversos: desde quem procura design compacto, encontrado em Flips na casa dos R$ 3,5 mil, até usuários profissionais que priorizam tela ampla e multitarefa, características típicas dos Folds acima de R$ 5 mil. Recursos como proteção Gorilla Glass, taxa de atualização superior a 120 Hz, processadores de última geração e câmeras acima de 50 MP tornaram-se praticamente padrão entre os modelos citados. Mesmo assim, a autonomia de bateria continua a ser um desafio comum, e cada fabricante busca soluções próprias, seja com células maiores ou otimizações de software.
Outro ponto relevante diz respeito à compatibilidade de serviços. No caso do modelo da Huawei, a ausência de certificação Google influencia o desempenho de aplicativos populares, elemento que pode restringir parte do público. Já a sensibilidade de toque excessiva relatada no Razr 60 Ultra ilustra como detalhes de ergonomia ainda exigem atenção no design dobrável.
Para quem pretende investir em um desses aparelhos, é fundamental verificar o equilíbrio entre preço, tipo de tela, capacidade de memória, tamanho da bateria e recursos adicionais, como suporte a caneta digital ou carregamento sem fio. Avaliações deixadas pelos consumidores — refletidas nas notas entre 4,2 e 4,8 estrelas — oferecem indícios importantes sobre a experiência de uso no cotidiano.
Com a evolução contínua da tecnologia de dobradiças e de painéis flexíveis, o mercado brasileiro entra em 2026 com um portfólio mais amplo e maduro. A tendência aponta para aparelhos cada vez mais finos, resistentes e adaptáveis, mantendo o foco em oferecer simultaneamente portabilidade e área útil de tela.

Paulistano apaixonado por tecnologia e videojogos desde criança.
Transformei essa paixão em análises críticas e narrativas envolventes que exploram cada universo virtual.
No blog CELULAR NA MÃO, partilho críticas, guias e curiosidades, celebrando a comunidade gamer e tudo o que torna o mundo dos jogos e tecnologia tão fascinante.

