realme P4 Power chega ao Brasil como primeiro smartphone com bateria de 10.001 mAh

Lead

A realme iniciou 2026 com um anúncio destinado a alterar a referência de autonomia no mercado nacional: o realme P4 Power, primeiro smartphone comercialmente confirmado no Brasil a incorporar bateria de 10.001 mAh. O aparelho apresenta espessura de 9,08 milímetros, peso de 219 gramas e especificações que incluem tela AMOLED de 6.500 nits e processador MediaTek fabricado em 4 nanômetros. Lançado em 29 de janeiro, o modelo ainda não teve preço oficial definido à data da divulgação, mas passou por testes práticos de dois dias que aferiram desempenho, consumo energético e ergonomia.

Quem, o quê, quando, onde e por quê

Quem: a fabricante chinesa realme, que atua oficialmente no Brasil desde meados da década, é responsável pelo dispositivo.

O quê: o P4 Power é descrito como o primeiro smartphone disponível no país com bateria superior a 10.000 mAh, número até então restrito a power banks ou a aparelhos ultrarresistentes do segmento rugged.

Quando: o lançamento ocorreu em 29 de janeiro de 2026, início do ano fiscal da companhia.

Onde: a estreia se deu no mercado brasileiro, integrante do plano global de expansão da marca.

Por quê: a proposta é entregar autonomia ampliada sem recorrer a carcaças espessas, consolidando a estratégia da realme de destacar eficiência energética como diferencial competitivo.

Ficha técnica essencial

Tela: painel AMOLED HyperGlow 4D Curve+, taxa de atualização de 144 Hz e brilho máximo anunciado de 6.500 nits.

Processador: MediaTek Dimensity 7400 Ultra, produzido em litografia de 4 nm.

Memória: 12 GB de RAM.

Armazenamento: 256 GB internos.

Câmeras traseiras: sensor principal Sony IMX882 de 50 MP acompanhado de unidade auxiliar de 8 MP.

Câmera frontal: 16 MP.

Bateria: 10.001 mAh.

Sistema operacional: realme UI 7.0 sobre Android 16.

Resistência: certificações IP69, IP68 e IP66 contra jatos de água de alta pressão e carcaça reforçada pelo padrão ArmorShell.

Cores: Prata Power e Laranja Flash.

Design: leveza e proteção combinadas

Ao adotar 9,08 mm de espessura e 219 g de peso, o P4 Power foge do estereótipo de “tijolão” associado a baterias gigantes. Para efeito de comparação, um carregador portátil típico de 10.000 mAh costuma quase dobrar esse volume, com cerca de 18 mm. O aparelho ainda ostenta a filosofia Transparent View Design, em que parte da estrutura interna fica visível como elemento estético, incluindo padrões que remetem a circuitos e parafusos aparentes.

A abordagem visual divide opiniões, mas a parte funcional é objetiva: a combinação de certificações IP69, IP68 e IP66 visa assegurar resistência a jatos d’água de alta pressão e temperatura. Já o revestimento ArmorShell procura minimizar danos decorrentes de quedas ou choques mecânicos, aproximando o produto da solidez de telefones robustos sem assumir o volume típico desse nicho.

Tela HyperGlow 4D Curve+: brilho extremo em 144 Hz

O display de 6,500 nits posiciona-se entre os mais luminosos já medidos em aparelhos de uso cotidiano. O valor, somado às bordas curvas, favorece leitura sob sol forte e transmite a ideia de construção premium. A frequência de 144 Hz eleva a fluidez na rolagem de páginas, transições e sessões de jogos que não exijam processamento gráfico de topo de linha.

Há ainda uma função opcional de “brilho extra” que libera luminosidade acima da faixa convencional. O recurso existe para cenários externos extremos, mas não é indicado para ambientes fechados em razão do desconforto ocular que pode causar.

Processador de 4 nm e 12 GB de RAM: eficiência no centro

O MediaTek Dimensity 7400 Ultra foi eleito como plataforma principal por priorizar redução de consumo em vez de picos de performance. Segundo a realme, o salto de 25 % em eficiência frente à geração anterior corresponde à proposta de prolongar o tempo longe da tomada. Nos testes de benchmark, o aparelho registrou 1.013.158 pontos no AnTuTu.

Durante a avaliação, a carga diminuiu 3 % e a temperatura subiu 8,7 °C, variações consideradas contidas para a categoria. A presença de 12 GB de RAM sustentou multitarefa sem engasgos perceptíveis, enquanto os 256 GB internos oferecem margem confortável para armazenamento local.

Bateria de 10.001 mAh: estrutura, certificação e expectativa de vida útil

A célula de 10.001 mAh é a justificativa principal para o projeto. O componente recebeu certificação cinco estrelas da TÜV Rheinland, organismo que submeteu o módulo a ensaios de choque térmico e variação de temperatura. A marca projeta até oito anos de longevidade, meta suportada por arquitetura de cinco camadas de proteção e gerenciamento inteligente por inteligência artificial.

Duas frentes explicam a projeção. Primeiro, a adoção da nova geração de bateria à base de óxido de lítio-cobalto em conjunto com algoritmo de controle de perda de silício promete retardar a degradação química. Segundo, o grande volume reduz a necessidade de recargas completas. Com autonomia estimada em dois dias por ciclo (Day of Use, DOU), o P4 Power realizaria cerca de 182 ciclos anuais; um aparelho de 7.000 mAh, com DOU médio de 1,3 dia, atinge aproximadamente 280 ciclos no mesmo período. A diferença de 35 % representa menor desgaste acumulado.

Testes práticos: consumo real e simulações de drenagem

Em uso moderado ao longo de dois dias, que incluiu quatro horas de tela ativa, navegação em redes sociais, vídeos em streaming e reprodução de música, o smartphone deixou a tomada às 6h10 com 100 % e registrou 75 % às 23h40, sem ativar modos de economia. O sistema calculou autonomia restante de mais 1 dia e 8 h; com economia ativada, o painel indicou 1 dia e 10 h.

Para medições mais específicas, o aplicativo Battery Drain Speed Tester executou três rotinas até consumir exatamente 10 % de carga em cada cenário:

Gravação de vídeo: 1,2 h até a queda de 10 % (taxa de descarga de 0,13 % por minuto).

Streaming de vídeo: 2,7 h para a mesma perda (0,08 % por minuto).

Captura contínua de fotos: 1,3 h fotografando 8.284 imagens sucessivas (0,12 % por minuto).

Carregamento de 80 W e função reversa de 27 W

O adaptador de 80 W Ultra acompanha o kit e levou cerca de 1 h40 min para restabelecer a bateria de 0 % a 100 %. Existe um modo manual de aceleração que reduz alguns minutos ao custo de temperatura mais elevada. A fabricante incluiu ainda carregamento reverso de 27 W, capaz de transformar o celular em power bank para fones, relógios ou até outros smartphones compatíveis.

Cores, lançamento e posicionamento de mercado

O aparelho chegou nas tonalidades Prata Power e Laranja Flash. A segunda opção exibe tom vibrante que lembra o chamado laranja cósmico presente em modelos recentes de topo de linha de outras marcas. Embora o preço não estivesse definido no momento da divulgação, a realme posiciona o P4 Power como alternativa para usuários que priorizam autonomia, sem abdicar de design convencional e sem aderir ao segmento de dispositivos ultrarresistentes.

Contexto na linha da realme e reflexo no setor

Em 2025, a empresa já havia apresentado o GT7 com bateria Titan de 7.000 mAh. Ao superar a própria marca e alcançar cinco dígitos de capacidade, a companhia reforça um plano de longo prazo focado em desenvolvimento de baterias de maior densidade energética. A adoção de 10.001 mAh em corpo de 9,08 mm indica que avanços de engenharia permitem novos patamares sem comprometer ergonomia.

Se a tendência de capacidades acima de 10.000 mAh se tornará padrão em todo o setor, ainda não há confirmação. Contudo, a realme sinaliza que esse caminho é tecnicamente viável, ao menos para dispositivos que aceitam aumento moderado de espessura.

Resumo dos aspectos observados

Autonomia: ciclo estimado de dois dias e redução de ciclos anuais em relação a concorrentes de 7.000 mAh.

Carcaça: 9,08 mm e 219 g aliados a certificações IP69, IP68, IP66 e estrutura ArmorShell.

Tela: AMOLED de 6.500 nits com 144 Hz e opção de brilho extra.

Desempenho: mais de um milhão de pontos no AnTuTu, aquecimento contido e consumo reduzido durante testes.

Carregamento: 80 W incluso na caixa e modo reverso de 27 W.

Com esses elementos, o realme P4 Power reforça a discussão sobre autonomia de longo prazo em smartphones comuns e amplia as referências de capacidade energética disponíveis aos consumidores no Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *